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O Jazz na Adoração

Falar em dança no ambiente litúrgico ainda causa certo estranhamento em algumas pessoas. É muito mais fácil associar a dança às coisas do “mundo”, ao profano, do que às coisas de Deus. Esta “facilidade” nos transforma muitas vezes em críticos; ou ainda, em prisioneiros, e impede a manifestação de uma das mais belas formas de expressão: a dança. O fato é que tal “facilidade” não exclui a existência de uma dança consagrada ao Senhor como genuína forma de adoração, portadora de uma palavra profética independente da técnica que esteja sendo usada – Ballet Clássico, Ballet Moderno, Jazz... Todas as técnicas foram criadas por Deus “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas...” (Romanos 11:36). Deus é a origem, o meio e a finalidade de tudo.

Técnica e unção parecem temas contraditórios. Uma fusão aparentemente difícil, que na realidade tornou-se um chavão de que os crentes não são capazes de desenvolver qualidade com o compromisso assumido com Deus. Algumas técnicas de dança são duramente criticadas. Falar em Jazz, por exemplo, nos impele a uma automática associação com sensualidade. Neste caso pensar nesta técnica de dança como forma de adoração é uma possibilidade muito remota. Entretanto, o Jazz possui inúmeros atributos que fazem desta dança uma técnica importante que auxilia na formação de corpos cada vez mais ecléticos. Corpos que consagrados ao Pai tornam-se instrumentos afinados nas mãos do criador. Infelizmente tais atributos sempre caem no esquecimento, realçando unicamente a idéia de dança sensual.

Forma de expressão artística, o Jazz surgiu nos Estados Unidos e suas raízes, ditas “populares”, estão diretamente ligadas à cultura negra. Durante as viagens dos navios negreiros da África para os Estados Unidos, os negros imitavam as danças dos senhores brancos – polcas, valsas, quadrilhas, etc – de acordo com a visão que tinham da cultura européia, misturando um pouco com as danças que conheciam e utilizando instrumentos de sua cultura. Em 1740, quando os tambores foram proibidos no sul dos Estados Unidos para evitar insurreições, os negros foram obrigados a improvisar para perpetuar seus costumes, dançando ao som de palmas, sapateados e do banjo. No século XIX as danças afro-americanas começaram a entrar para os salões e a sofrer novas influências. Logo esta dança, considerada agora de negros e de brancos, tomou conta dos palcos influenciando decisivamente na Comédia Musical, que nada mais era do que os primeiros passos do que hoje se conhece como Jazz.

De acordo com dicionário Aurélio (1999), “técnica” significa a “maneira, jeito ou habilidade especial de executar ou fazer algo”. As diferentes técnicas do Jazz demonstram que muitos princípios foram herdados do Ballet Clássico e da Dança Moderna, alcançando um alto nível técnico aliado ao raciocínio rápido, garra, força, precisão de movimentos e forte expressão corporal. A técnica de Jack Cole, por exemplo – um dos primeiros a fundir as técnicas da Dança Moderna aos movimentos “populares” do Jazz – trabalha com pliés profundos, explosão de movimentos, isolamento das partes do corpo, deslizes em trabalho de solo... Ou seja, características marcantes mantidas até hoje no Jazz.

Estas são algumas das numerosas características que compõem os diferentes métodos de fundamentação técnica desta forma de dança. São fatores de suma importância trabalhados de forma incansável durante as aulas com o objetivo de se alcançar a qualidade de movimento. Técnica é sinônimo de conhecimento. Com conhecimento podemos aumentar o nosso vocabulário corporal e dançar de maneira cada vez melhor, não para agradar a homens, mas para oferecer a excelência ao Pai...

É comum ouvir-se falar ainda sobre o movimento dos quadris. Talvez o quadril seja foco de sensualidade principalmente para nós, de sangue latino. Mas gostaria de chamar a atenção de que, antes de mais nada, o quadril é uma das partes que compõem o corpo humano – criação minuciosamente realizada por Deus. A estabilidade e a força da musculatura do quadril são imprescindíveis para que possamos nos manter em pé e andar. Em segundo lugar o problema não está em movimentar o quadril; o problema está na forma como se movimenta esse quadril. Cabe a mim e a você movimentá-lo de maneira santa ou não. Se a questão for sensualidade, qualquer parte do corpo pode ser sensual: os braços, as pernas, a cabeça... Ou até mesmo um simples olhar. O fato é que a sensualidade é o reflexo daquilo que está no interior do homem. Em Lucas 6:45 está escrito: “... a boca fala do que está cheio o coração”.

Para os que adoram ao Senhor com danças, o corpo é quem fala! Se o nosso coração for um coração quebrantado, que se enche da Palavra e possui um imenso desejo de adorar ao Pai, seremos canais para que o sobrenatural de Deus se manifeste através de uma dança verdadeiramente profética. Caso contrário seja qual for a dança, independente da técnica, não será adoração. Será espetáculo.

Não quero trazer valores seculares para a esfera eclesiástica. Cremos que o que é realizado no mundo, e pelo mundo, é um produto distorcido daquilo que Deus estabeleceu para mim e para você na Palavra. Mas não podemos nos deixar aprisionar por conceitos ou preconceitos equivocados. Deus nos deu dons. Cabe a nós desenvolvê-los e devolvê-los ao Senhor com qualidade. Ele quer nos encher do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento para que façamos tudo com excelência. Não podemos desperdiçar a ciência que o Pai tem nos ofertado. Portanto, deixemos o corpo ser verdadeiramente templo do Espírito Santo! E que um forte mover nos leve de maneira muito peculiar à presença do Pai.



- Postado por: ennylla às 12h25
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